Ser um ótimo Enfermeiro

Enfermagem

Quero fazer uma rápida análise sobre o perfil do Enfermeiro que os hospitais mais tem interesse em contratar e manter.

Quais são as características de um ótimo Enfermeiro? Quais são os pontos mais importantes para aqueles que buscam recolocação, para aqueles que desejam ir além na profissão, ou para aqueles que vão ingressar no mercado de trabalho?

Atualmente, mais do que no tempo em que eu iniciei na profissão, as instituições de saúde estão muito preocupadas – como todas as empresa modernas – em encontrar e reter “talentos” para compor o seu patrimônio humano.

Mas o que é ser um “talento”?

Hoje, além de ser um profissional competente, o Enfermeiro precisa também de outras características, além do conhecimento técnico e científico.

Em uma pesquisa realizada em 2012 pela então acadêmica Babila Rangel, hoje Enfermeira, sobre o processo seletivo em hospitais privados, uma das questões direcionadas aos gestores era: Quais as expectativas frente aos Enfermeiros candidatos?

Destaco algumas respostas:

“…A gente espera ao menos caráter, porque tivemos bastante cola no processo seletivo e é bom que a gente vai vendo quem é quem…”;

“…Que eles tenham aprendido pelo menos o conteúdo mínimo”;

“ A primeira coisa é liderança”;

 “…ter uma boa postura, tem que ser uma pessoa que se comprometa, que tenha responsabilidade, uma pessoa que assuma para si a resolução de problemas”.

Reparem nas respostas. Palavras como liderança, postura, caráter, responsabilidade. São características atitudinais. Tem a ver com como o Enfermeiro se comporta, como se apresenta, como trabalha, como se relaciona com o cliente/paciente, e como se relaciona com seus colegas.

Parece óbvio que ser um ótimo funcionário engloba, além de conhecimento e competência, outros atributos que são mais comportamentais do que técnicos… Mas a realidade nos mostra que as coisas não são bem assim.

Uma experiência pessoal

Por mais capacitados que sejam os membros de uma equipe, ou por mais bem equipada que seja uma unidade ou um hospital, se o profissional não se comportar corretamente, a experiência geral do cliente não será boa.

Certa vez fui visitar um amigo internado em um hospital e, mesmo vendo tecnologia avançada em todos os equipamentos, a estrutura mais moderna possível, excelente quadro clínico e excelente hotelaria, encontrei profissionais incompatíveis com aquele cenário.

Por quê?

Simples. A equipe de atendimento era deselegante, desatenciosa e fria.

Embora o pessoal fosse competente, sua postura não inspirava empatia no paciente, que no final acabou se queixando de tudo: instalações, equipamentos, médicos, enfermeiros, hotelaria.

De que valem, então, tantos recursos materiais e físicos, se a equipe não tinha a postura correta? Hoje, mais do que satisfazer as necessidades com competência, é preciso encantar o cliente.

E, no caso acima, o cliente não ficou encantado. Sua percepção geral não foi boa, nem a de sua família, fazendo com que a avaliação fosse desfavorável para todos os outros aspectos, e não só para a equipe de atendimento.

As 10 características mais desejadas em um Enfermeiro:

Além da competência técnica e do conhecimento científico e prático, os empregadores buscam e valorizam uma série de outras características quando procuram um profissional para ocupar uma vaga. Veja quais são:

  1. Pró-atividade: Ter visão para ir além, ter sede de saber mais e buscar excelência em tudo que faz
  1. Comprometimento: Conhecer a visão e missão do hospital, saber quais são os objetivos da instituição e se dedicar ao máximo para que ela tenha os melhores resultados
  1. Empreendedorismo: Significa ser um profissional que trabalha para o crescimento da instituição, como se fosse seu próprio negócio
  1. Criatividade: Procurar fazer algo novo. Sair do “aprender fazendo” e caminhar para o “aprender refletindo, criando, inovando e usando novas tecnologias”
  1. Liderança: Conduzir o grupo de trabalho para a obtenção dos resultados desejados, por meio de ferramentas e técnicas de gestão. Não ser chefe, e sim líder
  1. Motivação: Ser auto-motivado. É não precisar ser empurrado e incentivado. Só atingirá o topo continuado da excelência se suas ações estiverem sendo disparadas por um motivo próprio, não imposto
  1. Trabalho em equipe: Significa conectar vários processos de trabalho, com base no conhecimento sobre o trabalho dos outros, valorizando cada participação, construindo consensos quanto aos objetivos e resultados a serem alcançados
  1. Respeito ético e legal: Cumprir e fazer cumprir os preceitos éticos e legais da profissão. Exercer a Enfermagem com justiça, competência, responsabilidade e honestidade (código de ética)
  1. Postura e apresentação pessoal adequadas: Vestir-se de forma adequada, agir com simpatia e determinação. Isso pode melhorar a sua imagem, abrindo as portas para novas oportunidades
  1. Empatia: É preciso sentir o que sente o outro, se estivéssemos na sua posição. Ter afinidade com a situação, e agir e reagir com o mesmo cuidado e dedicação, como gostaríamos de ser tratados. Ou seja, é a arte de se colocar no lugar do outro, seja um cliente, acompanhante ou familiar

Posso dizer, pelas visitas que fiz a vários hospitais, como consultora ou como professora, que esses aspectos impactam profundamente na qualidade percebida pelo cliente.

Mas o mais visível deles, tanto sob o ponto de vista da gestão, como do cliente e de seus familiares, é o item 9: Postura e apresentação pessoal adequadas.

Sobre esse item, já vi de tudo: profissionais mascando chiclete enquanto conversavam com familiares de clientes; atendendo sem largar (e sem parar de olhar) o celular; conversando abertamente sobre a gravidade de outro paciente; contando como foi o churrasco de sábado. Já vi profissionais mulheres maquiadas como se estivessem indo para uma balada (ou voltando de uma!).

Assim, reuni abaixo uma lista com atitudes que representam exatamente tudo que não queremos em um profissional:

As 10 características que NÃO QUEREMOS em um enfermeiro:

  1. Vestir-se de forma inadequada e descuidada
  2. Não largar as redes sociais nem durante um atendimento
  3. Usar gírias e expressões verbais chulas
  4. Falar com tom de voz elevado
  5. Chamar os colegas da equipe por apelidos
  6. Comentar, na frente de clientes, sobre outros clientes ou sobre seus próprios problemas
  7. Criticar ou maldizer colegas, superiores e chefes
  8. Atrasar-se, ou faltar, com frequência
  9. Reclamar publicamente do salário ou das condições de trabalho
  10. Ser frio, indiferente

Por nossas ações e posturas somos vistos e avaliados. Se queremos a valorização constante da profissão, precisamos ser excelentes em tudo, e buscar a excelência sempre.

A equipe de atendimento é a linha de frente. Portanto, a parte mais visível e importante da experiência do cliente.

Fonte: SaudeExperts

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Drenos e os cuidados de Enfermagem

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Algumas cirurgias exigem a necessidade da colocação de drenos para facilitar o esvaziamento do ar e líquidos (sangue, secreções) acumulados na cavidade.

Dreno pode ser definido como um objeto de forma variada, produzido em materiais diversos, cuja finalidade é manter a saída de líquido de uma cavidade para o exterior.

As indicações para colocação de controle de drenos são específicas para cada tipo de dreno.

Podem ser classificados em:

– Dreno aberto, ex.: penrose;

– Dreno de sucção fechada;

– Dreno de reservatório;

– Cateteres para drenagem de abscesso.

Dreno de Penrose 

É um dreno de borracha, tipo látex, utilizado em cirurgias que implicam em possível acúmulo local de líquidos infectados, ou não, no período pós-operatório. Seu orifício de passagem deve ser amplo e ser posicionado à menor distância da loja a ser drenada, não utilizando o dreno por meio da incisão cirúrgica e, sim, por meio de uma contraincisão.

Para evitar depósitos de fibrina que possam obstruir seu lúmen, o dreno de penrose deve ser observado e mobilizado a cada 12 horas, ou seja, tracionado em cada curativo (exceto quando contraindicado), cortado seu excesso e recolocado o alfinete de segurança estéril, usando luva esterilizada. O orifício de saída deve ser ocluído com gaze estéril, devendo este curativo ser substituído sempre que necessário.

Dreno de Sucção (Portovac) 

É composto por um sistema fechado de drenagem pós-operatória, de polietileno, com resistência projetada para uma sucção contínua e suave.

Possui uma bomba de aspiração com capacidade de 500 ml, com um cordão de fixação, uma extensão intermediária em PVC com pinça corta-fluxo e um conector de duas ou três vias, e um cateter de drenagem com agulha de aço cirúrgico (3,2 mm, 4,8 mm ou 6,4 mm) utilizada para perfurar o local de passagem do dreno.

É usado para drenagem de líquido seroso ou sanguinolento, de locais de dissecção ou da área de anastomoses intraperitoneais. Seu objetivo é facilitar a coaptação dos tecidos adjacentes e impedir o acúmulo de soro e a formação de hematoma. Uma das principais complicações são a erosão do dreno em órgãos ou vasos circunvizinhos e a ruptura do cateter ao ser retirado.

Cuidados com o Portovac

Prazo de permanência: aproximadamente 48 horas.

Não tracionar
verificar drenagem (presença de coágulos)
Manipulação asséptica

Dreno de Abramsom 

São tubos de grande calibre e luz múltipla e têm as seguintes finalidades:

– Irrigação e aspiração contínua;

– Usado mais comumente para drenar espaços intra-abdominais que se espera drenar grande volume de líquido.

Dreno de Kerr 

É introduzido nas vias biliares extra-hepáticas, sendo utilizado para drenagem externa, descompressão, ou ainda, após anastomose biliar, como prótese modeladora, devendo ser fixado por meio de pontos na parede duodenal lateral ao dreno, tanto quanto na pele, impedindo sua saída espontânea.

Dreno JP (Jackson Pratt)

Drenos com reservatório JP, que funciona com pressão negativa e diferencia-se do anterior por possuir a forma de uma pêra.

Indicação: cirurgias abdominais.

Principal cuidado:
manter vácuo (então culmina por alterar o volume drenado, podendo acumular o que provocaria dor, desconforto, alteração de sinais vitais e outras.

Dreno Blake

O Dreno de Blake é um dispositivo de silicone para a drenagem de fluidos no período pós-operatório. Possui canais de fluxo ao longo de seu corpo, que diminuem a possibilidade de obstrução e possibilitam uma drenagem mais eficiente. O seu centro sólido proporciona uma maior resistência às tensões, evitando assim a obstrução.

Fonte: Enfermagem Novidade

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Os sentimentos do familiar do paciente intubado

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Quais os sentimentos vivenciados por ter um membro da família intubado na UTI? 

Desespero e tristeza”.

“Primeiro a gente fica com uma sensação de impotência, que a gente quer ajudar e não pode … diretamente falando, é a angústia né? Uma angústia constante”.

“É triste né? A gente fica com sentimento de impotência. Você quer ajudar, mas você não tem como ajudar. É muito difícil, é assim … só quem passa mesmo”.

“É a primeira vez que eu passo, então pra mim foi meio traumático. Fiquei realmente sem dormir. É … com medo, chegando até a perder a fé”.

Perda, sensação de perda”.

“Minha primeira vivência, espero que seja a última, mas, assim, é terrível”.

 

Quais as implicações da situação vivenciada no cotidiano?

“Mudou toda minha vida, não tenho mais tempo para nada”.

“Eu durmo mal né?… porque a preocupação é grande. Acordo de noite preocupada com ela, né?”

“É difícil para trabalhar, voltar pra casa, cuidar dos filhos, para estudar”. 

“A gente fica com a cabeça aqui no hospital, né? A gente fica trabalhando, mas com a cabeça aqui, à noite sonha, acorda várias vezes durante a noite”.

“Eu tive que me ausentar do trabalho pela distância física … cada dia é um novo dia, dias tristes, dias melhores, dias frustrantes”.

Quais os mecanismos utilizados para enfrentar essa situação?

“Muita força de vontade, assim, às vezes, cansada, mas pensando que ela estaria muito mais cansada do que eu. Que ela precisava muito mais do que eu de descansar, no caso. Eu me sinto cansada, mas ela está muito mais cansada e muito mais sofrida do que eu”.

“É … fé em Deus e o conforto dos outros familiares né? Essas duas coisas”.

“Pedi muita força para Deus, para me fortalecer, que era para eu poder ser útil no que eu pudesse ajudar, no conforto, na palavra, interceder mesmo, pedir pela vida dela e entregar a vida dela nas mãos dEle mesmo e até a minha própria”.

“Oração, inclusive eu estou com o terço … eu estava rezando lá dentro”.

“Primeiramente, acho que a gente, que todo ser humano, entrega na mão de Deus … e Ele sabe de todas as coisas, independente de qualquer religião”.

Quais as ações de enfermagem para minimizar o impacto e facilitar o acolhimento?

“É … Diante de nós a gente vê que há um cuidado, que há um acolhimento, que há uma atenção, né? Uma disposição … e que essa mesma disposição que há na nossa frente possa também haver na nossa ausência, né?

“Mas que na nossa ausência a pessoa tivesse cuidando ali como se fosse alguém da sua própria família … tivesse esse mesmo cuidado essa mesma atenção e isso, com certeza, vai nos deixar mais seguros”.

“Então elas podiam ser mais receptivas com a família, dos doentes ali, né? A gente não se sentiria tão sozinho”.

“Eu sinto que precisaria de mais atenção…. Está certo que tem todos os recursos mecânicos, mas não humanos, faltam recursos humanos”.

“Eu acredito que é um termo técnico para isso, mas, especificar melhor, mas pelo caminho de solidariedade”.

“Eu peço para Deus sempre estar vindo na frente colocando boas pessoas, pelo menos que tenham boa vontade para estar acolhendo e fazendo o máximo que eles podem para estarem ajudando não só o meu, como os outros, porque a dor que eu sinto é a dor dos outros também”.

“Eu acho que elas podiam dar um pouco mais de atenção”.

Acolhimento

Mesmo com a correria do dia a dia e da falta de pessoal, como foi mencionado por um entrevistado (novamente e sempre o problema de dimensionamento de pessoal), acredito que devemos fazer um esforço no sentido de acolher esses familiares.

O acolhimento pode ser definido como uma ação técnica-assistencial que pressupõe a mudança da relação profissional/família, por meio de parâmetros técnicos, éticos, humanitários e de solidariedade.

A família precisa sentir-se segura, fortalecida e amparada, pois assim será capaz de manter a sua autonomia e de expressar seus sentimentos.

É importante que os profissionais de enfermagem adotem estratégias que tornem essa fase menos desconfortável e menos traumática para os familiares, incluindo ações que possibilitem minimizar os processos angustiantes em que estão inseridos, visando um atendimento mais digno.

Fonte: SaudeExperts

 

Pressão Arterial Invasiva (PAI) e os Cuidados de Enfermagem

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Os métodos para verificação de pressão arterial são: não invasivos manuais ou automatizadosinvasivo.

O método invasivo está indicado nas seguintes situações:

  • Alterações rápidas e de grande magnitude.
  • Pacientes graves com infusão contínua de drogas vasoativas, vasodilatadores, vasopressores ou inotrópicos
  • Controle estrito da pressão arterial (batimento a batimento).
  • Coletas frequentes de sangue arterial – medida seriada da gasometria.
  • Crises hipertensivas
  • Choque de qualquer causa
  • Parada cardíaca
  • Trauma neurológico ou politrauma
  • Insuficiência respiratória grave
  • Procedimentos cirúrgicos de grande porte
  • Uso de balão intra-aórtico

 

Contraindicações relativas

  • Doença vascular periférica
  • Doenças hemorrágicas
  • Uso de anticoagulantes e trombolíticos
  • Áreas infectadas;
  • Queimaduras nos locais de punção

A cateterização arterial permite:

  • Monitorização contínua direta da pressão arterial;
  • Retirada frequente de sangue para exames e medição de gases sanguíneos arteriais, evitando-se desconforto e lesão arterial provocados por punções frequentes;
  • Posição de um local para remoção rápida do volume sanguíneo, em situações de sobrecarga volêmica;
  • Mensuração acurada, frequente e contínua da pressão arterial nos pacientes que utilizam drogas vasoativas potentes (nitroprussiato de sódio, adrenalina, dopamina, etc).

 Locais de inserção

  • Os locais mais comuns para a inserção do cateter são as artérias radial, braquial, femoral ou dorsal do pé, obtida pelo método de punção percutânea ou dissecção.
  • Sem dúvida, a artéria de primeira escolha é a artéria radial. Sempre que possível dar preferência para o lado corporal não dominante e realizar o teste de Allen com o objetivo de avaliar a presença de circulação colateral adequada para a mão pela artéria ulnar. (O tempo de enchimento capilar da mão pela artéria ulnar deve ser de 5 a 7 segundos).Tempo maior que 7 a 15 segundos para o retorno significa enchimento capilar ulnar inadequado, portanto a artéria radial não deve ser cateterizada.

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Medida Direta (Invasiva) da Pressão Arterial

  • Punção arterial ou dissecção
  • Introdução do cateter
  • Conexão a um sistema de medição eletrônico – A utilização de coluna de mercúrio em sistema aberto não é permitida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Resolução RE nº 16, de 06 de julho de 2004).
  • Manutenção do sistema desobstruído e calibrado
  • Registro contínuo e avaliação de tendências

 

Conexão ao transdutor eletrônico

  • A conexão ao transdutor eletrônico é feita por interposição de cateter de polietileno rígido esterilizado, não menor que 30cm nem maior que 120cm de comprimento. (Não acrescentar tubos intermediários com flexibilidade e tamanho não padronizados, pelo risco de causar interferência no resultado)
  • Todo o sistema deve ser preenchido com solução salina fisiológica estéril e mantido em sistema pressurizado. (A solução glicosada a 5% não deve ser utilizada devido a sua maior viscosidade, o que pode causar alteração no resultado). Qualquer bolha de ar deve ser retirada do sistema para evitar que os resultados não sejam subestimados
  • Manter a bolsa pressurizadora em 300 mmHg
  • O sistema deve ser zerado antes do início das medidas. (A zeragem é fundamental para garantir o nivelamento do local do sistema circulatório e do transdutor de pressão)

 

A onda de pressão é captada pelo diafragma do transdutor que transforma o impulso mecânico em impulso elétrico e amplificado por um monitor eletrônico.

A pressão arterial média (PAM) é o valor médio da pressão durante todo um ciclo do pulso de pressão.

Valores normais da PAM: de 60 a 80 mmHg sendo a média de 80 mmHg.

Complicações

  • Insuficiência vascular
  • Vasoespasmo
  • Redução da perfusão capilar
  • Oclusão arterial
  • Hemorragia
  • Hematoma local
  • Infecção do sítio do cateter
  • Trombose
  • Injeção acidental de drogas por via arterial
  • Isquemia e necrose
  • Embolização arterial e sistêmica

Material necessário

  • Mesa auxiliar
  • Solução antisséptica
  • Cateter arterial
  • Gaze estéril
  • Máscara descartável
  • Avental estéril
  • Luva estéril
  • Campo estéril – fenestrado
  • Seringa descartável
  • Agulha 13 x 0,38
  • Agulha 40 x 12
  • Anestésico local
  • Solução salina 0,9% – 500 ml
  • Kit – transdutor de pressão
  • Bolsa pressurizadora
  • Fio de sutura agulhado mononylon
  • Pinça para sutura/porta-agulha

Intervenções de Enfermagem

Na inserção do cateter

  • Lave as mãos
  • Prepare o material para o procedimento
  • Prepare o sistema conectando o transdutor de pressão ao frasco de da solução salina 0,9% de 500 ml  na bolsa de pressurização, exercer pressão de 300 mmHg e conectar a saída do transdutor ao cabo de pressão ligado ao monitor
  • Retire o ar do sistema
  • Após a obtenção do acesso arterial, conecte o sistema de monitoração ao cateter
  • Zere o sistema (linha axilar média – 4º. espaço intercostal) e ative os alarmes
  • Após a fixação do cateter, realize penso oclusivo

Na manutenção do cateter

  • Mantenha o membro aquecido e em posição funcional
  • Monitore as extremidades do membro cateterizado (temperatura, presença de edema, coloração, perfusão capilar e sensibilidade) a cada 4 horas
  • Monitore a presença de sangramento, principalmente em pacientes portadores de coagulopatia
  • Inspecione o sítio de inserção do cateter – hiperemia e presença de secreção – infecção pode estar associada ao tempo de permanência do cateter (mais do que 72 horas) ou à falta de assepsia
  • Mantenha a permeabilidade do cateter – mantenha a bolsa pressurizadora com pressão de 300 mmHg para evitar retorno de sangue e obstrução do cateter
  • Mantenha as conexões seguras e fixadas adequadamente para prevenir desconexão acidental e hemorragia
  • Utilize técnica asséptica para a manipulação do sistema
  • Mantenha a permanência do cateter somente durante o tempo necessário para o controle hemodinâmico, pois o risco de trombose aumenta com o tempo de permanência
  • Troque o sistema de pressão invasiva a cada 72 horas, evitando contaminação

Fonte: SaudeExperts