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Gastrostomia e Jejunostomia: você sabe quais cuidados esses pacientes exigem?

A gastrostomia e a jejunostomia são dispositivos utilizados para oferecer suporte à alimentação e à administração de determinados medicamentos quando o paciente não consegue utilizar adequadamente a via oral. Por isso, conhecer os cuidados relacionados a esses dispositivos é fundamental para uma assistência de enfermagem segura.

Embora ambos possam participar da terapia nutricional enteral, existem diferenças importantes entre eles. A gastrostomia estabelece acesso ao estômago, enquanto a jejunostomia permite acesso ao jejuno. Dessa forma, a localização do dispositivo influencia os cuidados e a forma como a equipe acompanha o paciente.

Além disso, a assistência não deve se limitar ao momento da administração da dieta. Afinal, a avaliação do dispositivo, da pele ao redor e das condições clínicas do paciente também faz parte do cuidado.

O que é gastrostomia?

A gastrostomia consiste na criação de um acesso ao estômago por meio de um dispositivo específico. Esse acesso pode permitir a administração de dieta, água e medicamentos conforme a indicação e o plano terapêutico.

Por isso, a equipe de enfermagem deve conhecer o tipo de dispositivo utilizado e seguir as orientações estabelecidas para aquele paciente.

Além disso, é importante observar o local de inserção. Alterações na pele, presença de secreções, dor, vermelhidão ou outros sinais diferentes do padrão esperado devem receber atenção.

E a jejunostomia?

A jejunostomia estabelece um acesso diretamente ao jejuno, parte do intestino delgado. Assim como ocorre na gastrostomia, o dispositivo pode ser utilizado para fornecer suporte nutricional e administrar determinados medicamentos conforme indicação.

Entretanto, a localização intestinal exige atenção às orientações específicas relacionadas à administração da dieta e aos cuidados com o dispositivo.

Dessa forma, o profissional não deve tratar os dois acessos como se fossem exatamente iguais. Embora existam cuidados semelhantes, a equipe precisa respeitar as características de cada dispositivo e o plano definido para o paciente.

Quais são os principais cuidados de enfermagem?

Inicialmente, o profissional deve identificar o dispositivo, sua localização e sua finalidade. Em seguida, deve avaliar as condições gerais do paciente e observar o local de inserção.

Entre os principais pontos de atenção estão:

  • observar a pele ao redor do dispositivo;
  • verificar a integridade e a fixação do dispositivo;
  • avaliar presença de dor ou desconforto;
  • observar secreções ou alterações no local;
  • manter higiene adequada conforme protocolo;
  • administrar dieta e medicamentos conforme prescrição e orientação institucional;
  • acompanhar a tolerância à dieta;
  • realizar os registros de enfermagem adequadamente;
  • observar sinais de complicações;
  • orientar o paciente e seus familiares sobre os cuidados necessários.

Além disso, a higiene das mãos antes e depois da manipulação continua sendo uma medida fundamental. Portanto, medidas básicas de prevenção também fazem parte da segurança relacionada ao cuidado desses pacientes.

Cuidados durante a administração da dieta

A administração da dieta exige atenção porque diferentes fatores podem influenciar a tolerância do paciente. Por isso, a equipe deve seguir a prescrição e as orientações estabelecidas para o tipo de dispositivo utilizado.

Além disso, o posicionamento do paciente deve seguir o protocolo e as recomendações da equipe responsável. Dessa forma, a assistência contribui para reduzir riscos relacionados à administração da dieta.

Durante o procedimento, também é importante observar sinais como náuseas, vômitos, distensão abdominal, dor ou outras alterações. Entretanto, a interpretação deve considerar o quadro clínico e as características individuais.

Consequentemente, qualquer alteração relevante deve ser registrada e comunicada conforme os protocolos da instituição.

Administração de medicamentos pelo dispositivo

Alguns pacientes também recebem medicamentos por meio do acesso enteral. Nesse contexto, o profissional precisa verificar a prescrição e as orientações específicas para cada medicamento.

Afinal, nem toda apresentação medicamentosa pode ser manipulada ou administrada dessa maneira. Por isso, a equipe deve seguir as recomendações institucionais e, quando necessário, consultar informações específicas sobre o medicamento.

Além disso, a administração inadequada pode comprometer tanto a segurança do paciente quanto o funcionamento do dispositivo. Dessa forma, atenção à prescrição, à técnica e às orientações profissionais é indispensável.

Cuidados com a pele ao redor do dispositivo

A pele ao redor da gastrostomia ou jejunostomia merece acompanhamento frequente. Afinal, contato com secreções, umidade, pressão ou atrito pode favorecer irritações e outras alterações locais.

Por isso, a equipe deve observar regularmente a região e manter os cuidados de higiene indicados.

Além disso, alterações como vermelhidão intensa, secreção incomum, sangramento, edema, dor ou lesões devem ser avaliadas. Consequentemente, reconhecer essas mudanças precocemente favorece uma intervenção adequada.

Quais sinais de alerta exigem atenção?

Durante a assistência, alguns sinais podem indicar a necessidade de avaliação profissional. Entre eles estão:

  • dor intensa ou progressiva;
  • sangramento inesperado;
  • secreção diferente do padrão habitual;
  • vermelhidão ou edema importantes;
  • lesões na pele ao redor do dispositivo;
  • deslocamento ou saída do dispositivo;
  • dificuldade inesperada durante a administração;
  • vômitos ou distensão abdominal;
  • alterações importantes na tolerância à dieta;
  • mudanças no estado geral do paciente.

Entretanto, cada situação precisa ser analisada de acordo com o quadro clínico. Portanto, diante de uma alteração significativa, a equipe deve seguir o protocolo institucional e comunicar o profissional responsável.

Orientação ao paciente e à família

A assistência segura também envolve educação em saúde. Afinal, muitos pacientes permanecem com o dispositivo durante períodos prolongados e precisam compreender como os cuidados funcionam no dia a dia.

Por isso, a equipe deve orientar paciente e familiares sobre higiene, administração conforme prescrição, observação do local e sinais que exigem contato com o serviço de saúde.

Além disso, é importante utilizar uma linguagem clara e confirmar se as orientações foram compreendidas. Dessa forma, o paciente e seus cuidadores conseguem participar ativamente da assistência.

Conhecimento técnico contribui para uma assistência segura

Gastrostomia e jejunostomia exigem atenção contínua e conhecimento sobre as particularidades de cada dispositivo. Por isso, compreender sua finalidade, realizar uma avaliação adequada e reconhecer sinais de alerta são competências importantes para a enfermagem.

Além disso, uma assistência de qualidade envolve muito mais do que administrar a dieta. A equipe também precisa observar o paciente, acompanhar o dispositivo, cuidar da pele, registrar informações e orientar familiares.

Em resumo, quanto mais preparado estiver o profissional, maior será sua capacidade de identificar alterações e contribuir para um cuidado seguro e individualizado.

Capacitação profissional faz diferença

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