Os hematomas são lesões comuns que surgem após traumas e resultam do acúmulo de sangue sob a pele. As feridas passam por diferentes fases e, ao longo desse processo, os profissionais de saúde reconhecem cada etapa pela mudança gradual das cores. Assim, conseguem avaliar a evolução, além disso, definem com mais precisão as condutas necessárias para o tratamento. Por isso, compreender essas alterações é essencial para a avaliação clínica e para a conduta adequada.
Fase inicial: tons avermelhados
Logo após o trauma, o hematoma apresenta coloração vermelha ou arroxeada devido ao sangue ainda rico em oxigênio acumulado no local. Nesse momento, o paciente pode relatar dor e sensibilidade intensa na área afetada.
Fase intermediária: tons azulados e esverdeados
Com o passar dos dias, a hemoglobina começa a se degradar, e a lesão adquire tons azulados ou roxos mais escuros. Posteriormente, aparecem tons esverdeados, indicando a transformação da hemoglobina em biliverdina. Essa evolução é um sinal esperado do processo natural de reparação.
Tons de um hematoma: Fase final
Na última etapa, o hematoma tende a ficar amarelo ou amarronzado, resultado da conversão da biliverdina em bilirrubina. Esse tom indica que a reabsorção do sangue está quase completa e que a lesão está em processo de cicatrização.
Importância clínica da observação
Identificar corretamente os tons de um hematoma auxilia o profissional de enfermagem e outros da área da saúde a estimar o tempo da lesão. Além disso, esse conhecimento pode ajudar na diferenciação entre traumas recentes e antigos, o que é relevante em avaliações clínicas e até legais.
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